Quem sou eu?

Minha foto
Niterói, RJ, Brazil
Olá, percebi, ao longo dos anos vividos, que passamos pelo mundo rapidamente e na realidade o que importa não são os bens materiais deixados, pois deixamos, não levamos... O legado e a nossa essência ficam. Tudo o que fomos, fica na lembrança daqueles pra quem fomos relevantes... Deixamos um rastro de perfume ou quem sabe de dor. Tudo depende de quem fomos, tudo depende do que queremos ser e do que queremos deixar... Aqui desejo perpetuar um pouco do que sou, um pouco do que aprendo, um pouco do que ainda vou ser... O modo como vejo a vida e o mundo. Os sonhos que tenho de ver um mundo melhor e pessoas melhores... Um mundo com Deus, cores, música, arte e poesia...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O BAMBU

A leste de um País muito distante, e que era centro de grande reino, havia um jardim. O dono, Bem-Davi, gostava de passear naquele jardim ao calor do sol do meio dia. Admirava o viço de cada vegetal e o colorido das flores, que inebriavam a ambiente. Entre todos, porém, o que mais cativava Bem-Davi era um imponente bambu, o qual se tornara para o dono a mais bela e estimada de todas as árvores e plantas do jardim.

O bambu que, dia a dia, se adornava de nova beleza, estava ciente de que seu senhor o amava e tinha nele sua maior alegria.

Certo dia, Bem-Davi achegou-se muito pensativo, para bem perto de sua planta de estimação. O bambu, que tinha profundo respeito e veneração por seu dono, inclinou-se em humilde imponência até o chão...Aí estava ele como um submisso, mas sem jamais sonhar com o plano de seu senhor. Era o começo para um diálogo de grande significação. O primeiro a tomar a palavra foi o Bem-Davi:

- querido bambu, eu preciso de ti...

O bambu, cujas folhas balançavam suavemente ao sopro do vento, estava feliz, por ter chegado o momento de fazer algo para o qual fora criado. Era, pois, momento muito especial de sua vida. Respondeu, então, baixinho:

- Senhor, estou pronto!... Faça uso de mim para o que quiser!

Com voz grave e fixando o olhar nele, disse-lhe Bem-Davi:

-Bambu, ...somente poderei fazer usar-te se eu te podar...

O bambu, estremecendo, exclamou:

- O senhor quer podar-me? ...Eu lhe peço, por favor, não faça isso! ...Deixe minha figura como está, veja como todos me admiram!

Bem-Davi, com a voz mais grave, mais imperiosa, retrucou:

- Meu terno bambu, não importa se és admirado ou não...devo podar-te, pois doutra maneira não poderei fazer uso de ti!...

Houve um momento de suspense...No jardim tudo se aquietou. Até a brisa reteve a respiração. Aquele silêncio questionava... E o belo bambu inclinou-se, numa aceitação quase forçada, e suscitou:

-Senhor, se não pode fazer uso de mim, sem eu passar pela poda, então faça comigo o que quiser!

-Meu querido bambu, devo cortar-te também as folhas...

-Minhas folhas? Será possível? Preserva-me deste mal. Destrua minha beleza, mas deixe-me as folhas!

- Meu querido bambu, devo cortar-te também as folhas. Sem cortar tuas folhas não poderei usar-te.

O ambiente parecia atemorizar-se. O sol escondeu-se uma borboleta afastou-se depressa...

E o bambu, ainda trêmulo, disse a meia voz:

- Senhor, pode cortar minha folhagem!

- Meu querido bambu, isso ainda não me basta, deverei cortar-te pelo meio e tomar também teu coração. Se assim não fizer, não poderei fazer usar-te.

A exigência chegara ao extremo. E o bambu disse:

- Como poderei viver sem coração?

- Só posso repetir. Deverei tomar teu coração, caso contrário, não servirás para meu uso!

O bambu inclinou-se até o chão:

- Senhor, corte e divida...

Então Bem-Davi desfolhou o bambu, decepou seus galhos, partiu-o em duas partes e arrancou-lhe o coração.

Levou-o para os campos ressequidos a uma fonte de onde brotavam águas cristalinas. Ali deitou, cuidadosamente, o seu querido bambu. Ligou à fonte uma extremidade do tronco partido e a outra foi fixada no canal dos campos.

A fonte entoou uma bela canção e as águas borbulhantes precipitaram-se alegres sobre o despedaçado bambu até o canal, de onde puderam transbordar sobre os campos ressequidos, que tanto suspiravam pelas águas. Fez-se, então, o plantio de arroz. Os dias foram passando... a terra continuava recebendo água da fonte, através do bambu. A sementeira cresceu , deu frutos e veio o tempo da colheita. O deserto torna-se oásis.

Assim o esbelto bambu de outrora transformou-se em grande bênção em seu aniquilamento. Desempenho função vital, tornando-se útil. Enquanto era grande e belo servia somente a si, alegrava-se com sua própria beleza, mas, na doação, tornou-se canal do qual o senhor se serviu para tornar fecundo o seu reino. Muitos viveram do bem que emanava do novo canal. Foi do aniquilamento que surgiu da vida. Foi da humilhação que surgiu o amor.

- Senhor, em minha vida: toma, corta, divide para melhor servir a meus irmãos...

DEIXE O TEU SENHOR TE USAR DA MANEIRA QUE ELE ACHAR MELHOR, AINDA QUE DOA ...VOCÊ REGARÁ A TERRA ...FRUTIFICARÁ E VIVERÁ

PUDIM DE SORVETE

Marcilia este pudim de sorvete foi feito por mim...Também gosto de ser mestre cuca! Se quiser depois publico a receita. Foto em sua homenagem!

Pasta decorada (E.V.A)

Foi feito por minha cunhada Marcilia Campos. Vale a pena visitar seu blog, pois está repleto de ideias! Visite Caixa de Ideas (marciliacampos.blogspot.com)